A Biossegurança e a relação com a sua saúde

Biossegurança na fisioterapia

Falar de biossegurança tem sido comum nos últimos meses, principalmente em relação às clínicas, consultórios, ou qualquer ambiente hospitalar. E preciso deixar claro que o conjunto de procedimentos e normas de biossegurança não foi elaborado somente para proteção e segurança do paciente, ela garante a prevenção e o controle de riscos relacionados a qualquer atividade que venham a comprometer a saúde humana, animal e até mesmo o meio ambiente.

Apesar de parecer um conceito moderno, a biossegurança surgiu com a “Lei da Biossegurança”, Lei nº 11.105, de 25 de março de 2005, com um amplo foco no tratamento de Organismos Geneticamente Modificados (OGMS), abordando temas como clonagem, transgênicos, engenharia genética, pesquisa com células-tronco.

Veja um pouco do que a lei diz:

“Art. 1º Esta Lei estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização sobre a construção, o cultivo, a produção, a manipulação, o transporte, a transferência, a importação, a exportação, o armazenamento, a pesquisa, a comercialização, o consumo, a liberação no meio ambiente e o descarte de organismos geneticamente modificados – OGM e seus derivados, tendo como diretrizes o estímulo ao avanço científico na área de biossegurança e biotecnologia, a proteção à vida e à saúde humana, animal e vegetal, e a observância do princípio da precaução para a proteção do meio ambiente.”

A lei cria o Conselho Nacional de Biossegurança – CNBS e dispõe sobre a Política Nacional de Biossegurança – PNB. Mesmo com a Lei estabelecendo normas e diretrizes, ainda é possível encontrar diversos problemas que resultam em fatalidades que poderiam ser evitadas.

Quando tratamos de biossegurança em clínicas, consultórios ou hospitais, alguns cuidados básicos já ajudam a amenizar problemas e promover a segurança de pacientes e profissionais da área da saúde. É importante ressaltar que os profissionais da saúde devem trabalhar sempre imunizados contra algumas doenças comuns, em função da sua exposição, como: hepatite B, febre amarela, tuberculose, sarampo, rubéola, tétano, influenza, entre outras.

Na área da saúde é importante adotar algumas medidas e torna-las visíveis aos pacientes. Divulgando, de forma bem clara, que o local prioriza as medidas de biossegurança para a saúde dos pacientes e colaboradores.

EPIs – Equipamentos de Proteção Individual.

EPI é “todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho”. A Norma Regulamentadora 6 (NR6), do Ministério do Trabalho, descreve como EPIs:

  • PROTEÇÃO DA CABEÇA (capacete e capuz ou balaclava);
  • PROTEÇÃO DOS OLHOS E FACE (óculos e protetor facial);
  • PROTEÇÃO AUDITIVA (protetor auditivo);
  • PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA (respirador purificador de ar não motorizado, respirador purificador de ar motorizado, respirador de adução de ar tipo linha de ar comprimido, respirador de adução de ar tipo máscara autônoma e respirador de fuga);
  • PROTEÇÃO DO TRONCO (vestimentas, colete à prova de balas de uso permitido para vigilantes que trabalhem portando arma de fogo, para proteção do tronco contra riscos de origem mecânica);
  • PROTEÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES (luvas, creme protetor, manga, braçadeira e dedeira);
  • PROTEÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES (calçado, meia, perneira e calça);
  • PROTEÇÃO DO CORPO INTEIRO (macacão e vestimenta de corpo inteiro);
  • PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL (cinturão de segurança com dispositivo trava-queda, cinturão de segurança com dispositivo trava-queda para proteção do usuário contra quedas em operações com movimentação vertical ou horizontal e cinturões de segurança com talabarte).

Notem que os EPIs visam a proteção de pessoas em distintos ambientes e situações conforme trabalho realizado. Os EPIs mais comuns em clínicas são:

  • Máscaras descartáveis – proteção para boca e nariz evitando o contato direto com o paciente;
  • Gorro – Impede a contaminação da região do couro cabeludo e das orelhas;
  • Óculos de proteção – Impede o contato de micropartículas com os olhos;
  • Luvas de procedimento – Oferece uma barreira microbiana para a principal forma de contato;
  • Jaleco – Previne a contaminação da pele por respingos de fluídos do corpo;
  • Limpeza correta de ambiente e materiais – São todos os processos para uma adequada assepsia, desinfecção e esterilização, incluindo o descarte adequado de materiais e resíduos, orgânicos ou não, a fim de evitar qualquer tipo de contaminação proveniente destes.

Quando se trata de risco biológico, a biossegurança permanece encarregada de priorizar a adequada segurança de todas as pessoas envolvidas. A Força Fisioterapia está comprometida com a biossegurança, visando cuidar da saúde dos seus pacientes e colaboradores, sempre empregando esforços para realizar a limpeza e assepsia adequada.